Old-School review, “Blood”
Good morning!
Enfim pessoas, hoje quero falar de um dos primeiros jogos que realmente quis quando arranjei meu primeiro PC, o Blood, feito pelos estudios Monolith (Hoje conhecido por jogos como F.E.A.R e Condemned) lançado pela GT Interactive. O jogo foi lançado quando o genero FPS em 1997 estava ficando cada vez mais popular o jogo usa o engine BUILD o mesmo de Duke Nukem 3D.
Mas o que fez Blood tão especial na época? Bem, praticamente tudo, desde a atmosfera e trama mais sombrias, as frases sadicas do protagonista morto-vivo Caleb, armas bem originais que vão de Metralhadoras a até um boneco Voodoo, musica embora em MIDI, era bem boa, as fases eram imensas e davam bastante trabalho até descobrir onde é a saida. O jogo como muitos outros do genero tinham a opção de jogar online com amigos mas ao invés do simples Death-match esse modo foi batizado de BloodBath o que da mais uma pitada de originalidade.
A trama é bem simples, em 1928, Caleb um famoso matador do velho oeste se junto ao culto de Cabal ao conhecer uma mulher chamada Ophelia, o culto louva o Deus negro esquecido Tchernobog, Caleb junto com sua amada Ophelia e mais dois membros do culto eram os lideres do culto conhecidos como “The Chosen” os escolhidos, mas Tchernobog impiedosamente mata os quatro pelo motivo de um certo fracasso inexplicado possivelmente um pretexto falso. Caleb é enterado vivo, Ophelia é morta por um Gargula de pedra os outros são mortos pela Aranha Mãe e o Cérbero, tempo passa e Caleb ressucita e sai de seu tumulo soltando a frase “I live… AGAIN!” que é uma das varias referencias de varios filmes e livros que o jogo faz, Caleb agora de volta dos mortos procura nada exceto vingança.
O jogo é separado por 4 episódios que formam a história principal, voce pode começar a partir de qualquer episódio no menu de “New Game” os episódios aparecem na ordem cronológica de cima para baixo, cada episódio é formado de 6 até 8 fases normais, uma fase de Boss e uma fase secreta. Cada fase é bem variada semelhante a jogos como Doom e Duke Nukem 3D na qual voce deve procurar chaves, alavancas e resolver alguns quebra-cabeças para terminar cada fase e ir para o proxima até chegar ao chefe. Cada fase é bem original que vai desde cemitérios, funerarias, estações de trem, dentro de um trem em movimento, shopping, lojas, serraria, barcos, vilarejos, cidades pequenas, laboratórios, templos do culto até chegar ao Templo da Epifania onde Tchernobog se encontra.
O gameplay é bem rapido e agil quando voce joga vai ter varias horas na qual voce não vai ter tempo pra pensar o jogo requer um pouco treino pra ir se acostumando, pois varias horas voce vai ter que aprender a se mexer e atirar ao mesmo tempo pra evitar as massas de inimigos que vão vir encima de voce. Mas voce tambem podera contar com varios itens ou de uso instantaneo para recuperar vida, ou te dar duas armas ao mesmo tempo ou até itens para usar a qualquer hora como medkits e encantos para ver no escuro e varios outros, até os inimigos que voce matar podem acabar deixando um pouco de essencia da vida, pegando a essencia voce recupera um pouco da sua.
Os inimigos variam, desde membros emcapuzados do Cabal, até zumbis, aranhas, cães do inferno, gárgulas, mãos que tentam lhe entrangular, tem uma ótima variedade de inimigos e com certeza devem lhe deixar bem atento. E com 5 niveis de dificuldade se o jogo parecer facil demais ou voce esta querendo se desafiar voce sempre pode aumentar a dificuldade, mas se prepare de uma dificuldade pra outra vem muito mais inimigos. Outra coisa divertida sobre os inimigos é que não é como se fosse um voce contra-todos, se em uma sala tiver zumbis e cultistas ambos podem acabar ignorando voce enquanto eles lutam entre eles mesmos o que em certos momentos é um alivio ou uma oportunidade de ouro pra poupar munição. Entre toda a variedade de inimigos voce ainda vai acabar encontrando não-combatentes que estão no lugar errado na hora errada e normalmente acabam morrendo no fogo-cruzado.
As armas, outro ponto forte do jogo, variam começando com um simples forcado, escopeta de cano serrado, metralhadoras Thompson (Sim aquelas antigas com barril de balas), armas de sinalizador luminoso pra tostar os inimigos, lançadores de Napalm que servem como bazuca, bonecos Voodoo, latinhas de inseticida junto com um isqueiro para um lança chamas provisório, TNT e até um canhão Tesla experimental, quase todas armas do jogo tem um tiro secundario na qual voce pode usar dependendo da situação ou de qualquer estratégia louca que voce inventar, por exemplo, entrasse numa sala cheia de Cultistas, voce pode usar o fogo secundario de sua Thompson pra dar uma varida horizontalmente ou voce pode arremessar o TNT com controle remoto pra explodir na hora que voce usar melhor ou largar uma lata de spray em chamas e correr pra que a lata exploda quando os inimigos forem te perseguir, as opções são muitas.
Os niveis de violencia de Blood merecem destaque a ponto de ter sido necessario lançar uma versão censurada do jogo, pois no jogo voce ira explodir, queimar, alvejar, arrancar membros e cometer outras atrocidades. Blood não é um jogo aconselhavel para quem é meio sensivel, seja pelo sadismo de Caleb ou os cenarios decorados de corpos e pedaços de vitimas inocentes do culto ou pelo estrago que voce esta prestes a cometer, ja teve um bocado de escandalos e promessas a proibição do jogo em varios paises.
Quando lançado o jogo vinha com conteudo extra com um clipe da musica “Love you to Death” do Type O Negative , alguns demos Shareware que eram muito comuns na época, mais pra frente foram lançados duas expansões o Plasma Pack que adiciona um novo capitulo chamado “Post Mortem” na qual tem fases bem desafiadoras com muitos e alguns novos inimigos, conserta certos bugs e adiciona fogo secundario para o Canhão de Napalm e o Life Leech, e tambem permitia que tivesse o Canhão Tesla fosse usado akimbo (dois ao mesmo tempo)
A expansão Cryptic Passage não era feita pela Monolith, mas adicionava mais um capitulo com o mesmo nome da expansão a ironia é que essa expansão foi lançada ANTES do Plasma Pack.
Enfim, Blood é um grande classico que embora não tenha feito sucesso pelo menos lhe rendeu uma continuação “Blood 2 – The Chosen”, na qual farei o review em breve, mas mesmo sendo um game desconhecido ainda é bem aclamado pelo seu senso de humor negro e muita ação.
Curiosidades: O Manhwa coreano, Priest de Min-Woo Hyung o autor admite que Blood foi uma das fonte sde inspiração para o manhwa na qual além do personagem principal ser identico ao Caleb o manhwa até incluia uma história na qual o personagem principal se encontra em um trem em movimento que esta cheio de Zumbis, identico a terceira fase do primeiro episódio de Blood.
Hoje em dia é raro achar esse jogo, a melhor pedida seria sites como o Underdogs ou quem sabe dar a sorte de encontrar alguém vendendo em sites tipo eBay. Sem contar que para rodar esse jogo é necessario usar Emuladores de DOS como o DosBox, mas enfim, vale muito a pena conferir esse classico.
Futuramente lhes trarei o review da Continuação Blood 2 – The Chosen e depois partir pra dessenterar outros classicos começando com Mr. Bones do Sega Saturno.
Desculpem se o review foi grande demais, mas acho importante abordar todos os aspectos e peculiaridades, mas considero muito interessante ver quanto impacto um jogo tão velho causou.
Now BloodBath my children!
Youta disse,
Fevereiro 6, 2008 às 9:25 pm
Cara, já joguei muito Blood em rede lá por 97, 98…
O que dominava mesmo era Quake, mas Blood marcou um bocado =D
Cheguei a jogar Blood 2, mas não me agradou muito. Não sei, achei meio repetitivo.
Enfim, é uma boa pedida pra quem quer gastar algumas horas e não se importa com iluminação perfeita, milhões de polígonos e essas frescurites =D
Droga, isso me lembrou de outro jogo que comecei a jogar pouco depois… Starshot. Lá vou eu atrás dele =D
Eddie disse,
Fevereiro 6, 2008 às 11:33 pm
Ah sim eu até dei uma procurada, ja tem alguns guias de como jogar online, eu nunca cheguei o jogar o Blood 1 na net se tu estiver afim, bora pra um BloodBath.
diskchocolate disse,
Fevereiro 6, 2008 às 11:38 pm
Eu acho que eu nem gostaria muito de jogar esse jogo – nunca fui muito fã de Doom, e convenhamos que são parecidos :p
Mas acho que jogaria só pelas referências ótimaaas…! xD
“I live… AGAIN!” é ótimoooo xD
E bloodbath é um nome lindo para um multiplayer mata-mata xD
Lucas disse,
Fevereiro 12, 2008 às 12:38 pm
Eu nunca cheguei a jogar, mas meu, os jogos em primeira pessoa dessa época são pérolas da diversão descerebrada XD
Lucia Ferraz disse,
Junho 20, 2008 às 2:34 pm
Meu Deus faz tempo que não toco nesse jogo, e era meu preferido de tiros em 1ª pessoa. Alguém ai sabe onde posso baixar uma versão completa desse jogo pois a minha cópia (apesar de original) ganhou umas manchas pretas e não roda mais
Ricardo Miranda disse,
Julho 25, 2008 às 4:29 pm
Eu tinha esse jogo em cd, mas tive que jogá-lo fora porque nao prestava mais… Agora, estou tentando baixar o jogo só que nao consigo. Queria uma ajuda.
Rodrigo disse,
Novembro 10, 2008 às 11:01 am
Caras,
Esse jogo me marcou muito… Tipo depois do DOOM e do QUAKE.. os vídeos o clip a história. hoje existem poucos jogos assim..
O Gráfico é palha, mas a diversão é certa pra quem gosta de um bom passatempo.
Gabriel disse,
Janeiro 30, 2009 às 2:50 pm
Ai Eu Baixei Num Site E Adorei E Como Tenho Dois Computadores Em Rede E Queria Perguntar Aih Aguem Pode Me Enisnar Como Botar Em Rede Esse Jogo Ja Agradeço Desde Ja Por Lembrar Disso Vlws Xau